sexta-feira, maio 28, 2010

Tautologia

A tautologia é um vício de linguagem que consiste em dizer, por formas diversas, sempre a mesma coisa.
Alguns exemplos bem "legais":



A razão é porque
A seu critério pessoal
A última versão definitiva
Abertura inaugural
Abusar demais
Acabamento final
Amanhecer o dia
Anexo junto a carta
Atrás da retaguarda
Certeza absoluta
Colaborar com uma ajuda
Como prêmio extra
Comparecer em pessoa
Compartilhar conosco
Completamente vazio
Comprovadamente certo
Continua a permanecer
Conviver junto
Criação nova
Demasiadamente excessivo
Destaque excepcional
Detalhes minuciosos
Elo de ligação
Em duas metades iguais
Empréstimo temporário
Encarar de frente
Escolha opcional
Exceder em muito
Expressamente proibido
Exultar de alegria
Fato real
Freqüentar constantemente
Gritar/Bradar bem alto
Há anos atrás
Individualidade inigualável 
Interromper de uma vez
Juntamente com
Matriz cambiante
Medidas extremas de último caso
Multidão de pessoas
Nos dias 8, 9 e 10 inclusive
Número exato
Obra-prima principal
Outra alternativa
Palavra de honra
Passatempo passageiro
Pessoa humana
Planejar antecipadamente
Pode possivelmente ocorrer
Possivelmente poderá ocorrer
Preconceito intolerante
Propriedade característica
Quantia exata
Relações bilaterais entre dois países
Repetir outra vez
Retornar de novo
Seguindo em frente
Sentido significativo
Sintomas indicativos
Sugiro, conjenturalmente
Superávit positivo
Surpresa inesperada
Terminantemente proibido
Todos foram unânimes
Última versão definitiva
Vandalismo criminoso
Vereador da cidade
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sexta-feira, maio 14, 2010

Copa do Mundo 2010

Muito louco este vídeo institucional sobre a Copa do Mundo 2010. É um comercial apresentado pela ESPN, com narração do Bono Vox, que nos apresenta todos os "conflitos" de nosso mundo e a importância de um evento esportivo mundial. 

PS:caso não consiga ver a legenda será preciso ativa-la no canto direito baixo.

quarta-feira, maio 12, 2010

Sabe utilizar um Barômetro???

O texto foi escrito em 1964 pelo Dr. Alexander Calandra, professor de Física na Washington University em St. Louis, nos EUA:

Há algum tempo recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de Física, que recebera nota zero. O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma "conspiração do sistema" contra ele.
Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido. Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova, que dizia: "Mostre como se pode determinar a altura de um edifício bem alto com o auxílio de um barômetro". A resposta do estudante foi a seguinte: "Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e em seguida levante, medindo o comprimento da corda; este comprimento será igual à altura do edifício".
Sem dúvida era uma resposta interessante, e de alguma forma correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes vacilei quanto ao veredicto.
Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido a questão completa e corretamente. Entretanto, se ele tirasse nota máxima, estaria caracterizada uma aprovação em um curso de física, mas a resposta não confirmava isso. Sugeri então que fizesse outra tentativa para responder a questão.
Não me surpreendi quando meu colega concordou, mas sim quando o estudante resolveu encarar aquilo que, eu imaginei, lhe seria um bom desafio. Segundo o acordo, ele teria seis minutos para responder a questão, isto após ter sido prevenido de que sua resposta deveria mostrar, necessariamente, algum conhecimento de física. Passados cinco minutos ele não havia escrito nada, apenas olhava pensativamente para o forro da sala.
Perguntei-lhe então se desejava desistir, pois eu tinha um compromisso logo em seguida, e não tinha tempo a perder. Mais surpreso ainda fiquei quando o estudante anunciou que não havia desistido. Na realidade tinha muitas respostas, e estava justamente escolhendo a melhor.
Desculpei-me pela interrupção e solicitei que continuasse. No momento seguinte ele escreveu esta resposta: "Vá ao alto do edifico, incline-se numa ponta do telhado e solte o barômetro, medindo o tempo t de queda desde a largada até o toque com o solo. Depois, empregando a fórmula h = (1/2)gt, calcule a altura do edifício".
Perguntei então ao meu colega se ele estava satisfeito com a nova resposta, e se concordava com a minha disposição em conferir praticamente a nota máxima à prova. Concordou, embora sentisse nele uma expressão de descontentamento, talvez inconformismo.
Ao sair da sala lembrei-me que o estudante havia dito ter outras respostas para o problema. Embora já sem tempo, não resisti à curiosidade e perguntei-lhe quais eram essas respostas.
"Ah!, sim," - disse ele - "há muitas maneiras de se achar a altura de um edifício com a ajuda de um barômetro". Perante a minha curiosidade e a já perplexidade de meu colega, o estudante desfilou as seguintes explicações.
"Por exemplo, num belo dia de sol pode-se medir a altura do barômetro e o comprimento de sua sombra projetada no solo, bem como a do edifício. Depois, usando-se uma simples regra de três, determina-se a altura do edifício".
"Um outro método básico de medida, aliás, bastante simples e direto, é subir as escadas do edifício fazendo marcas na parede, espaçadas da altura do barômetro. Contando o número de marcas ter-se-á a altura do edifício em unidades barométricas".
"Um método mais complexo seria amarrar o barômetro na ponta de um a corda e balançá-lo como um pêndulo, o que permite a determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação ao nível da rua e no topo do edifício, tem-se dois g's e a altura do edifício pode, a principio, ser calculada com base nessa diferença".
"Finalmente", - concluiu, - “se não for cobrada uma solução física para o problema, existem outras respostas”.
Por exemplo, pode-se ir até o edifício e bater a porta do síndico.
Quando ele aparecer; diz-se: "Caro Sr. síndico, trago aqui um ótimo barômetro; se o Sr. me disser a altura deste edifício, eu lhe darei o barômetro de presente".
A esta altura, perguntei ao estudante se ele não sabia qual era a resposta "esperada" para o problema. Ele admitiu que sabia, mas estava tão farto com as tentativas dos professores de controlar o seu raciocínio e cobrar respostas prontas com base em informações mecanicamente arroladas, que ele resolveu contestar aquilo que considerava, principalmente, uma farsa.

sexta-feira, maio 07, 2010

Não pode ser coincidência...

Nós vivemos em tempos de busca de comprovações. No entanto, a astrologia, a vidência e a magia não perderam sua atratividade. Pelo contrário: no Brasil não há levantamentos específicos sobre o tema, mas muita gente ainda bate três vezes na madeira para espantar o azar e certamente vai repetir a roupa que acredita lhe trazer sorte. Que o digam os jogadores da Seleção Brasileira. Entre os alemães, por exemplo, a crença em bons ou maus augúrios está hoje mais disseminada do que há um quarto de século, relatou o Instituto de Opinião Pública de Allensbach após uma enquete em 2005. 42% dos entrevistados consideravam, por exemplo, o trevo de quatro folhas um bom sinal. Segundo dados da National Science Foundation de 2002, mais de 40% dos americanos estão convencidos: o diabo, espíritos ou fenômenos sobrenaturais, como curas milagrosas, realmente existem.
Nem mesmo cientistas estão livres de superstições: em 2008, Richard Coll e seus colegas da Universidade de Waikato, em Hamilton, Nova Zelândia, entrevistaram 40 representantes de diversas disciplinas – entre eles, físicos, químicos e biólogos – sobre sua opinião a respeito de fenômenos sobrenaturais. Vários acreditavam no efeito curativo de pedras preciosas, outros, na existência de espíritos ou extraterrestres, e quase sempre com base em experiências pessoais ou em relatos convincentes. Alguns disseram que amigos e parentes teriam sido curados de graves doenças por meio de um apelo a um poder maior. Os céticos, por sua vez, justificavam quase sempre sua postura de rejeição com considerações teóricas.
Conclusão: a crença no sobrenatural não deixou de existir de forma alguma em tempos de ciência moderna. As pessoas tendem a imaginar que eventos concomitantes têm uma relação causal entre si, apesar de, na verdade, serem independentes. Quem experimenta o sucesso em diferentes situações e por fim percebe que esteve sempre usando a mesma jaqueta nesses momentos, provavelmente logo vai considerá-la o seu talismã pessoal – sem procurar as causas reais para o sucesso.
Animais apresentam um comportamento semelhante – isso foi demonstrado pelo psicólogo americano Burrhus Skinner em 1948, em seus experimentos sobre o condicionamento operante, nos quais um comportamento que surge espontaneamente é reforçado pela recompensa. Em seu experimento que se tornou famoso como a “superstição entre as pombas”, os pássaros em uma gaiola tinham acesso à comida regularmente por um curto período de tempo.
Paulatinamente, eles começaram a repetir suas ações ocasionais imediatamente antes da liberação do alimento: saltitavam, bicavam ou se viravam. As pombas reforçaram o comportamento que haviam associado ao recebimento da ração – o que para Skinner era uma conseqüência inevitável do aprendizado pela recompensa.
Os psicólogos Paul Bloom e Deena Weisberg da Universidade de Yale em New Haven, Connecticut, resumiram, em um trabalho de 2007, como a intuição da primeira infância poderia bloquear a compreensão de explicações científicas até a idade adulta. Logo nos primeiros anos de vida, desenvolvemos uma série de ideias sobre o funcionamento do mundo e sobre o comportamento de nossos semelhantes. Crianças muito pequenas já sabem, por exemplo, que as coisas continuam existindo mesmo quando desaparecem de seu campo de visão. Às vezes esses saberes, porém, colidem com os conhecimentos científicos. Por exemplo: as crianças têm consciência de que os objetos caem no chão quando os soltamos, e portanto lhes parece estranho que a Terra possa ser uma esfera. Afinal, as pessoas do outro lado do globo deveriam perder o equilíbrio.
Crianças de 4 anos, por sua vez, procuram em todas as coisas um objetivo – elas perguntam sempre “por que” e “para quê”. Por isso, têm dificuldade de compreender um desenvolvimento evolucionário com base em tentativa e erro. Como concluíram Bloom e Weisberg, as ideias não científicas se mantêm mais provavelmente até a idade adulta quando duas condições são preenchidas: as ideias precisam ser intuitivamente compreensíveis e ter origem em fontes confiáveis. Os autores concluem, com isso, que ideias pseudocientíficas, como o criacionismo, se manterão enquanto autoridades políticas e religiosas as apoiarem.

Thomas Grüter é professor da Universidade de Münster, Alemanha, e jornalista científico.


PS: Capivara, não sou supersticioso , mas aquela troca de lugar na arquibancada com a Gabi's foi providencial... depois dela a "sorte de campeão" voltou!!!