terça-feira, novembro 30, 2010

Jornal da EMES - Edição 18

ANO 3                                            EDIÇÃO 018                                         2010

Material de Caráter Educativo      Tiragem: 1000          Distribuição Gratuita

Dia da Bandeira

No Brasil a comemoração ocorre todos os anos no dia 19 de novembro, pois essa foi a data de instituição da bandeira nacional republicana, no ano de 1889. Nessa data ocorrem comemorações cívicas, normalmente acompanhadas do canto do Hino à Bandeira. A bandeira foi adotada pelo decreto nº 4 no dia 19 de novembro de 1889. Este decreto foi preparado por Benjamin Constant, membro do governo provisório. Ao meio-dia (12h00) do Dia da Bandeira (19 de novembro) as bandeiras inservíveis (rasgadas, descoloridas, etc) devem ser incineradas em Cerimonial Peculiar.

Curiosidade
Acima, imagem sobreposta da Bandeira do Brasil e a 1ª
Bandeira hasteada em solo brasileira, chamada “Ordem de Crsito” 
- As quatro cores da Bandeira Nacional representam simbolicamente as famílias reais de que descende D.Pedro I, idealizador da Bandeira do Império. Com o passar do tempo esta informação foi sendo substituída por uma adaptação feita pelo povo brasileiro. Dentro deste contexto,  o verde passou a representar as matas, o amarelo as riquezas do Brasil, o azul o seu céu e o branco a paz que deve reinar no Brasil.

- A versão atual da Bandeira Nacional Brasileira com 27 estrelas entrou em vigor em 11 de maio de 1992, com a inclusão de mais quatro estrelas (antes eram 23 estrelas) representando os estados do Amapá, Tocantins, Roraima e Rondônia.


PROFESSORES ANIVERSARIANTES

11/11
Silmara Maria Barana

26/11
Meire Pires Nogueira
17/11
Adriana Figueiredo

08/12
Iria Izabel Mattana
19/11
Rosana Scalet Rossini

18/12
Maria Cristina Ap. Alves Murari

DIVERSÃO

“A EMES está de portas abertas aos seus alunos.”


ACONTECIMENTOS DO MÊS DE NOVEMBRO

- 10 DE NOVEMBRO DE 1483 – NASCE MARTIN LUTERO, RELIGIOSO ALEMÃO;
- 03 DE NOVEMBRO DE 1507 – LEONARDO DA VINCI É CONTRATADO PARA PINTAR O QUADRO FUTURAMENTE CONHECIDO COMO MONA LISA;
- 20 DE NOVEMBRO DE 1695 – ZUMBI, O LÍDER NEGRO DO QUILOMBO DOS PALMARES, É DERROTADO E MORTO PELAS TROPAS DE BANDEIRANTE PAULISTA DOMINGOS JORGE VELHO;
- 12 DE NOVEMBRO DE 1748 – NASCE JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER, O TIRADENTES, UM DOS RESPONSÁVEIS PELA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL;
- 08 DE NOVEMBRO DE 1763 – NASCIMENTO DE JOSÉ BONIFÁCIO, O PATRIARCA DA INDEPENDÊNCIA;
- 18 DE NOVEMBRO DE 1814 – MORRE O ESCRITOR BRASILEIRO ANTONIO FRANCISCO LISBOA. CONHECIDO POR “ALEIJADINHO” FOI O MAIS IMPORTANTE ARTISTA BARROCO NO BRASIL;
- 11 DE NOVEMBRO DE 1904 – A POPULAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SE MOBILIZA EM PROTESTO A VACINAÇÃO OBRIGATÓRIA CONTRA VARÍOLA IMPOSTA POR OSWALDO CRUZ;
- 12 DE NOVEMBRO DE 1906 – O BRASILEIRO SANTOS DUMMONT PILOTA O 14 BIS NO PRIMEIRO VOA PÚBLICO EM AEROPLANO E SUPERA O RECORDE MUNDIAL DE VÔO;
- 30 DE NOVEMBRO DE 1913 – CHARLES CHAPLIN INICIA A CARREIRA DE ATOR CINEMATOGRÁFICO COM O FILME MAKING A LIVING, DE MARK SENNETT;
- 03 DE NOVEMBRO DE 1930 – GETULIO VARGAS É EMPOSSADO COMO CHEFE DO GOVERNO PROVISÓRIO PELA JUNTA MILITAR QUE DEPÔS O PRESIDENTE WASHINGTON LUÍS;
- 18 DE NOVEMBRO DE 1930 – CRIADA A ORDEM DOS ADVOGADOS BRASILEIROS (OAB);
- 30 DE NOVEMBRO DE 1935 – MORRE O POETA PORTUGUÊS FERNANDO PESSOA;
- 20 DE NOVEMBRO DE 1959 – AS NAÇÕES UNIDAS APROVAM A DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA;
- 18 DE NOVEMBRO DE 1960 – ÉDER JOFRE RECEBE O TITULO MUNDIAL AO VENCER O CAMPEÃO;
- 08 DE NOVEMBRO DE 1969 – É IMPLANTADO O SISTEMA DE DISCAGEM DIRETA À DISTÂNCIA (DDD) ENTRE PORTO ALEGRE E SÃO PAULO;
- 27 DE NOVEMBRO DE 1985 – CRUZOU PELA TERRA O COMETA HALLEY, ELE PASSA EM INTERVALOS QUE VARIAM DE 75 A 76 ANOS PELO ÓRBITA TERRESTRE.

- 19 DE NOVEMBRO DE 1996 – UMA ENTREVISTA HISTÓRICA OCORRE NO VATICANO, ENTRE O PAPA JOÃO PAULO II E FIDEL CASTRO.


ANEXO

Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (fazenda do pombal, batizado em 12 de novembro de 1746 – rio de janeiro, 21 de abril de 1792) foi um dentista, tropeiro, minerador, comerciante militar e ativista politico que atuou no Brasil colonial, mais especificamente nas capitanias de minas gerais e rio de janeiro. No Brasil, é reconhecido como mártir da inconfidência mineira, patrono cívico do Brasil, patrono também das polícias militares dos estados e herói nacional.
No dia 21 de abril comemora-se o dia de Tiradentes. Joaquim José da silva Xavier, nascido em são João Del Rei, em minas gerais, no ano de 1746, tornou-se o mártir da inconfidência mineira.
Tiradentes ficou órfão de mãe aos nove anos de idade, perdeu o pai aos onze anos, e foi criado pelo padrinho na cidade de vila rica, hoje conhecida como ouro preto.
O apelido de Tiradentes veio da profissão de dentista que exercera com muita responsabilidade, mas o ofício que mais lhe promoveu foi o de soldado, integrante do movimento da inconfidência mineira - que o levou à morte em praça pública, por enforcamento e esquartejamento.
A inconfidência mineira foi um abalo causado pela busca da libertação do Brasil diante da monarquia portuguesa, ocorrendo por longos anos, no final do século XVIII.
Na cidade de vila rica e nas proximidades da mesma eram extraídos ouro e pedras preciosas. Os portugueses se apossavam dessas matérias-primas e as comercializavam pelos países europeus, fazendo fortuna à custa das riquezas de nosso país, ou seja, o Brasil era grandemente explorado por essa nação.
O reinado de Portugal no Brasil cobrava impostos caríssimos (o quinto) e a população decidiu se libertar das imposições advindas do governo português. A sociedade mineira contrabandeava ouro e diamante, além de atrasar o pagamento dos impostos.
Com o fortalecimento das ideias contra os portugueses, aconteceu a inconfidência mineira, tendo como principais objetivos: buscar a autonomia da província; conseguir um governo republicano com mandato de Tomás Antônio Gonzaga; tornar são João Del Rei a capital; conseguir a libertação dos escravos nascidos no Brasil; dar início à implantação da primeira universidade da região; dentre outros.
Durante o movimento, as notícias de que os inconfidentes tentariam derrubar o governo de Portugal chegaram aos ouvidos do imperador, que decretou a prisão deles. Tiradentes, para defender seus amigos, assumiu toda a responsabilidade pelo movimento e foi condenado à morte.
O governo fez questão de mostrar em praça pública o sofrimento de Tiradentes, a fim de inibir a população de fazer manifestos que apresentassem ideologias diferentes. Em 21 de abril de 1792, Tiradentes percorreu o trajeto, chegando à cadeia pública da região, foi enforcado após a leitura de sua sentença condenatória.
Ainda hoje podemos ver o museu da inconfidência mineira, que está localizado na praça Tiradentes, na cidade de ouro preto, local onde é preservada a memória desse acontecimento tão importante da história do Brasil, com o ciclo do ouro e as obras de arte de Aleijadinho.

sexta-feira, novembro 26, 2010

Boa leitura


Ler é uma arte. No Brasil, se pensarmos em toda a população, apenas uma pequena parte é adepta a leitura, porém, nos últimos anos este habito tem crescido, seja por gosto, cultura ou simplesmente "imagem social", afinal muitos acham elegante dizer que estão lendo um livro, ainda mais se ele estiver entre os mais vendidos de alguma lista.

Mas falando em leitura, o que você considera ler? Por que ler um livro? Qual seu objetivo? Sua busca? Necessidade? 
Vamos começar por uma definição que considero perfeita, de Leonardo Boff, em "A Águia e a Galinha", uma metáfora da condição humana: 

“Ler significa reler e compreender, interpretar. Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam. Todo o ponto de vista é à vista de um ponto. Para entender como alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é sua visão do mundo. Isso faz da leitura sempre uma re-leitura. A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. Para compreender é essencial conhecer o lugar social de quem olha. Vale dizer, como alguém vive, com quem convive, que experiências tem, em que trabalha, que desejos alimenta, como assume os dramas da vida e da morte e que esperanças o animam. Isso faz da compreensão sempre uma interpretação.”


A definição é perfeita, mas para podemos ler desta maneira, a leitura tem de nos ser agradável. Digo isso porque um livro que é ótimo para uma pessoa pode ser horrível para outra. Conheço pessoas que "comem" livros de auto ajuda, e tiram deles ótimas lições, modelos de ação para a vida, enquanto outras pessoas não conseguem nem ao menos ler a introdução de um livro deste gênero literário. Indo mais a fundo, vou assumir que já li mais de 100 ou 150 livros, porém nunca consegui terminar um livro daqueles escolares solicitados no vestibular. Não quero dizer que Graciliano Ramos, Manuel Antônio de Almeida, Eça de Queiroz, Gil Vicente ou Machado de Assis sejam ruins, sei muito bem da importância de cada um deles, porém a leitura de seus livros não me agradam em nada.
Voude deixar aqui uma pequena lista de alguns livros que considero de boa leitura, agradáveis, e muitos deles enriquecedores. São eles:

A Historia Me Absolverá - Fidel Castro

1808 - Laurentino Gomes

1822 - Laurentino Gomes

Che, Uma Biografia - John Lee Anderson

Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley

Brasil 500 Anos - Eduardo Bueno

Criação Imperfeita - Marcelo Gleiser

1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer - Steven Jay Schneider

1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer - Michael Lydon

1001 Dias que Abalaram o Mundo - Peter Furtado e Michael Wood

1001 Maravilhas Naturias para Ver Antes de Morrer - Michael Bright

As Veias Abertas da America Latina - Eduardo Galeano

Paul McCartney, Many Years From Now

Eric Clapton: a autobiografia

O Brasil em Sobressalto - Oscar Pilagallo

Os 4 Livros de Dan Brown: Código da Vinci, Anjos e Demônios, Ponto de Impacto, Fortaleza Digital

Os Livros de Paulo Coelho: O Alquimista, As Valquirias, Verônica Decide Morrer, Monte Cinco, O Zahir, Nas Margens do Rio Pietra Eu Sentei e Chorei, Brida, Manual do Guerreiro da Luz, Makutb

Série Angus de Orlando Paes Filho - Angus, o Primeiro Guerreiro (2003); Angus: O Guerreiro de Deus (2004); Angus: As Cruzadas (2005); O Cavaleiro e o Samurai (2006); Sangue de Gelo (2006); Diário de um Cavaleiro Templário (2007) e Senhoras da Guerra (2007)


Os negritados eu mesmo li e comprovo, os demais foram "indicados" por pessoas de minha total confiança.

quinta-feira, novembro 25, 2010

Os Maiores Picaretas da História

Eles venderam a mãe e não entregaram. Ficaram ricos só com a lábia. E fizeram do trambique uma arte.


1- O homem que vendeu a Torre Eiffel

Era 1925. O austríaco Victor Lustig estava vagabundeando em Paris quando leu no jornal: PREFEITURA TEM DIFICULDADES PARA MANTER A TORRE EIFFEL. Foi o suficiente para atiçar sua malandragem. Lustig se passou por oficial do governo francês e foi atrás de empresários que mexiam com ferro-velho. Arranjou 6. E chamou a turma para uma reunião num hotel de luxo. "Como os senhores já devem ter lido, Paris não tem mais como bancar a Torre", disse. "A saída é uma só: demolir aquelas 8 mil toneladas de metal e vender como sucata." Ele chegou a alugar uma limusine para levar os homens para uma "visita de inspeção" ao monumento. Depois, chamou de canto o empresário que ele achou mais ingênuo e insinuou: "Se rolar uma comissãozinha, posso facilitar as coisas para o senhor". Não teve erro: o homem subornou o "oficial" Lustig e levou a torre. Antes que o comprador percebesse o chapéu, Lustig já estava em um trem com o dinheiro. O lesado, por sinal, não teve coragem de dar queixa na polícia. Afinal, seria o maior vexame se todo mundo soubesse que ele tinha acabado de subornar um trambiqueiro... Pois é. Lustig era mestre porque sabia enganar malandros. E que malandros. Certa vez, o golpista procurou ninguém menos que Al Capone, oferecendo um esquema para fazer o dinheiro dele dobrar em dois meses com uns investimentos. O mafioso lhe deu 50 mil dólares, junto com uma descrição do que lhe aconteceria se o enganasse. Aí Lustig simplesmente guardou tudo em um cofre. E dois meses depois, devolveu tudo para Capone, pedindo desculpas e contando que o esquema de investimentos tinha falhado. Grato por Lustig ter sido tão honesto, Capone lhe deu 5 mil dólares como prêmio. E era o tal do prêmio que Lustig esperava desde o começo. Outro golpe que ele aplicava em golpistas era vender máquinas de falsificar dinheiro. Falsas. Ele escolhia um bandido e contava que tinha um aparelho fantástico, capaz de copiar notas. "Só que leva 6 horas para que o trabalho fique ok", dizia. O picareta, então, colocava uma nota de 100 dólares na máquina para demonstração. Seis horas depois, saía uma "cópia" perfeita (Lustig colocava duas cédulas verdadeiras lá dentro antes, claro). Depois de embolsar o dinheiro pela máquina, ele ia embora. E o comprador só percebia o engodo depois de 6 horas... Em 1934, finalmente, a carreira dele acabou. Lustig foi preso e mandado para Alcatraz, onde fez companhia ao amigo Capone.



1- O homem que vendeu a Torre Eiffel
Era 1925. O austríaco Victor Lustig estava vagabundeando em Paris quando leu no jornal: PREFEITURA TEM DIFICULDADES PARA MANTER A TORRE EIFFEL. Foi o suficiente para atiçar sua malandragem. Lustig se passou por oficial do governo francês e foi atrás de empresários que mexiam com ferro-velho. Arranjou 6. E chamou a turma para uma reunião num hotel de luxo. "Como os senhores já devem ter lido, Paris não tem mais como bancar a Torre", disse. "A saída é uma só: demolir aquelas 8 mil toneladas de metal e vender como sucata." Ele chegou a alugar uma limusine para levar os homens para uma "visita de inspeção" ao monumento. Depois, chamou de canto o empresário que ele achou mais ingênuo e insinuou: "Se rolar uma comissãozinha, posso facilitar as coisas para o senhor". Não teve erro: o homem subornou o "oficial" Lustig e levou a torre. Antes que o comprador percebesse o chapéu, Lustig já estava em um trem com o dinheiro. O lesado, por sinal, não teve coragem de dar queixa na polícia. Afinal, seria o maior vexame se todo mundo soubesse que ele tinha acabado de subornar um trambiqueiro... Pois é. Lustig era mestre porque sabia enganar malandros. E que malandros. Certa vez, o golpista procurou ninguém menos que Al Capone, oferecendo um esquema para fazer o dinheiro dele dobrar em dois meses com uns investimentos. O mafioso lhe deu 50 mil dólares, junto com uma descrição do que lhe aconteceria se o enganasse. Aí Lustig simplesmente guardou tudo em um cofre. E dois meses depois, devolveu tudo para Capone, pedindo desculpas e contando que o esquema de investimentos tinha falhado. Grato por Lustig ter sido tão honesto, Capone lhe deu 5 mil dólares como prêmio. E era o tal do prêmio que Lustig esperava desde o começo. Outro golpe que ele aplicava em golpistas era vender máquinas de falsificar dinheiro. Falsas. Ele escolhia um bandido e contava que tinha um aparelho fantástico, capaz de copiar notas. "Só que leva 6 horas para que o trabalho fique ok", dizia. O picareta, então, colocava uma nota de 100 dólares na máquina para demonstração. Seis horas depois, saía uma "cópia" perfeita (Lustig colocava duas cédulas verdadeiras lá dentro antes, claro). Depois de embolsar o dinheiro pela máquina, ele ia embora. E o comprador só percebia o engodo depois de 6 horas... Em 1934, finalmente, a carreira dele acabou. Lustig foi preso e mandado para Alcatraz, onde fez companhia ao amigo Capone.
2- O piloto, o médico e o advogado. Num só

A história de Frank W. Abagnale ficou famosa depois de ser contada na autobiografia Prenda-me se For Capaz, adaptada para o cinema por Steven Spielberg em 2002. Pudera: se fosse um roteiro de ficção, pareceria exagerado. Em 5 anos, um jovem nova-iorquino de classe média fingiu ser piloto de avião, médico, advogado e professor. Passou cheques falsos em quase todos os estados americanos e em mais de 10 países. E fez uma fortuna de milhões de dólares. Frank começou a carreira aos 16 anos, quando passou mais de 3 mil dólares em cheques sem fundos do pai dele em postos de gasolina. Pouco tempo depois, virou profissional no ramo. Passou a abrir contas com documentos falsos e a imprimir seus próprios cheques frios. Para levantar menos suspeitas na hora de sacar dinheiro, fingiu ter uma das profissões que mais davam status nos anos 60: piloto de avião.
Com um uniforme, uma carteirinha da Pan Am e um brevê, tudo falsificado, também aproveitou para viajar e se hospedar de graça pelo país inteiro, deixando um bolo de cheques falsos em cada cidade por que passava. Depois de quase ter seu disfarce de piloto descoberto, Frank decidiu que era hora de mudar de trabalho e morou por uns tempos em Atlanta dizendo ser médico. Com um diploma falso, o"doutor" arranjou um emprego e passou um ano trabalhando como supervisor de pediatria num hospital. Depois, Frank mudou-se de novo e inventou que era formado em direito. Falsificou um diploma (de Harvard) e logo ficou sabendo que o procurador- geral do estado da Louisiana estava precisando de um assistente. Para conseguir o emprego, ele precisaria passar por uma prova da ordem dos advogados. Atraído pelo desafio, Frank estudou e, na terceira tentativa, conseguiu passar no exame. Sem nem mesmo ter terminado o 2o grau, o farsante tinha uma carteira de advogado e um emprego na promotoria pública. Nove meses depois, largou o direito e, após constatar quantas garotas bonitas havia no campus de uma universidade, resolveu freqüentar uma. Só que, em vez de se matricular como aluno, Frank foi como professor. Falsificar mais um diploma e algumas credenciais foi fácil. Dizendo que era formado em sociologia pela Universidade Columbia, deu aulas durante um semestre. Sem levantar suspeitas. Assim que deixou a universidade, Frank voltou para a vida de estelionatário e, depois de ser perseguido exaustivamente pela polícia, acabou preso em 1970.
Com menos de 21 anos, Frank já tinha acumulado mais de 500 mil dólares (o que hoje daria 3 milhões de verdinhas). O figura passou 5 anos na cadeia. E acabou solto com a condição de ajudar o governo a prevenir fraudes com documentos. Hoje, aos 58 anos, Abagnale tem uma empresa dedicada a essa tarefa.E continua faturando alto.



3- A mãe de ouro

O primeiro picaretasso do Novo Mundo foi uma mulher, a americana Mary Butterworth. Em 1716, quando tinha 30 anos, ela vivia na então colônia inglesa de Massachusetts, uma das 13 que décadas mais tarde formariam os EUA. Mary sustentava os filhos trabalhando como confeiteira e lavando roupas para fora. A grana era curta, mas a ambição era comprida. Tanto que a Sra. Butterworth resolveu cortar o problema pela raiz: passou a fabricar libras esterlinas na cozinha.
O esquema era no melhor estilo dona-de-casa. Mary usava um pedaço de tecido engomado e um ferro de passar para imprimir suas notas. Depois, corrigia as imperfeições à mão, usando penas de várias espessuras e nanquim. Para deixar a nota com jeitão de usada e fazer com que ela parecesse ainda mais autêntica, a falsificadora assava o papel no forno.
As cédulas caseiras enganavam bem, e Mary foi ampliando o negócio. Em pouco tempo, ela chefiava uma espécie de Casa da Moeda alternativa. Trabalhando com um pequeno exército de ajudantes, imprimia notas de 1 libra - as mais graúdas naqueles tempos pré-dólar - e vendia pela metade do valor de face.
Deu tão certo que Mary passou a abastecer outras colônias com dinheiro falso. A essa altura ela já contava com o apoio de figurões, como políticos e juízes, e já tinha se instalado numa mansão. Mas os problemas começaram a aparecer. A pequena Rhode Island, por exemplo, recebeu tantas notas frias que quase entrou num processo de hiperinflação. Aí as autoridades britânicas fecharam o cerco. Depois de prenderem um juiz que ajudava na distribuição das libras traiçoeiras, eles chegaram até o QG de Mary. Mas, como a mulher só usava material caseiro - e sempre lavava o tecido usado para imprimir as notas - não havia provas de que ela estava envolvida no esquema de falsificação.
Assim Mary continuou solta. Mas achou melhor não se arriscar mais. Usando os conhecimentos de administração e logística que tinha adquirido nos negócios, a ex-falsificadora abriu um serviço de bufê. E foi muito bem-sucedida, diga-se.



4- O Rockefeller francês

Christophe Rocancourt não assassinou ninguém, não é terrorista nem ladrão de banco, mas já esteve na lista de mais procurados pela polícia americana. Seu crime? Passar a perna em gente da alta roda de Nova York e Los Angeles.
Nascido na França em 1967, o malandro gostava de dizer que se chamava Christopher Rockefeller e que era um descendente francês do magnata americano. Mas essa era só uma das 12 identidades falsas dele.
Christophe também se apresentava como parente da atriz Sophia Loren, do estilista Oscar de la Renta e do cineasta Dino de Laurentiis.
Seu principal golpe era convencer as pessoas a deixar uma boa grana com ele para ser investida em algum esquema "ultra-rentável". A garantia era o sobrenome Rockefeller, e o rosto bonitão ajudava a passar confiança. Em outras ocasiões prometia emprestar grandes somas de dinheiro, desde que recebesse um módico adiantamento.
Em 2001, Rocancourt acabou preso. No julgamento, foi acusado de fraudar 19 pessoas e condenado a 4 anos de prisão. Ele mesmo estima que, em sua vida de golpista, arrecadou pelo menos 40 milhões de dólares. Ninguém duvida: quando foi preso, o francês tinha duas Ferraris, um jipe que já tinha sido do bilionário inglês Dodi al Fayed, era dono de um andar no Regent Beverly Wilshire Hotel, no bairro mais chique de Los Angeles, e andava com um segurança a tiracolo. Ah, claro: o Rockefeller pirata era casado com a modelo Pia Reyes, ex-coelhinha da Playboy. Nada mal para quem nasceu em uma cidadezinha do interior da França. Filho de um pintor e uma prostituta, aos 9 anos de idade foi abandonado em um orfanato. Quando saiu de lá, aos 16, foi para Paris tentar a carreira de modelo e chegou a aparecer na capa da Vogue italiana. Mas aí ele descobriu que podia ganhar dinheiro de um jeito mais fácil. Começou a falsificar cheques e participou do assalto a uma joalheria suíça. Mas a polícia nunca conseguiu provar seu envolvimento nesses crimes.
Apesar desse currículo, Rocancourt jura que nunca roubou ninguém. Em uma entrevista para a rede de TV americana CBS em 2003, ele se justifica. "Eu quebrei uma promessa, isso faz de mim um ladrão? Eu realmente fiz um empréstimo, mas não tomei, não furtei nem nada." Cuidado que, mais um pouco, e ele te convence



5- O herdeiro da Gol

Marcelo Nascimento da Rocha ou Victor Hugo, Juliano Silva ou Marcelo Ferrari Contti, outra de suas 16 identidades. No tempo em que serviu o Exército, fingiu ter uma patente maior e vendeu motos que seriam leiloadas, Já fingiu ser guitarrista do grupo Engenheiros do Havaii, produtor musical de uma banda famosa, olheiro da seleção, campeão de Jiu-jitsu, policial e até líder do PCC.
Quando esteve preso em Bangu, ele liderou uma rebelião fingindo ser da facção criminosa PCC, sem usar armas, conseguiu que as reivindicações dos encarcerados fossem atendidas, sua lábia também lhe permitiu escapar da cadeia.
Apesar de ter passado a maior parte de seus 29 anos entre mentiras e trapaças, Marcelosó ficou famoso no final de outubro de 2001, naquele ano, foragido da polícia depois de ter sido preso no Acre transportando drogas em um avião que pilotava, deu o seu maior golpe.
Durante quatro dias, se passando porHenrique de Oliveira ou Henrique Constantino, “o filho do dono da Gol”,Marcelo Nascimento Rocha levou vida de bacana no Recifolia, o carnaval antecipado da capital pernambucana.
Exibiu-se ao lado de modelos e atrizes, namorou algumas, fez amizade com atores globais e festeiros endinheirados, aproveitou as regalias de um camarote VIP, no Recifolia e das mordomias do Resort Nannai Beach. Por dois dias teve à disposição um Jatinho e um helicóptero, sem gastar um tostão, consumiu mais de R$ 100 mil nos quatro dias de farra, deu até entrevistas no programa do Amaury Jr.
Quando foi preso no Rio estava abordo do Jatinho Citation 5 (PT-OSD), a quem deu carona a Carolina Dieckmann, Marcos Frota e Ricardo Macchi e o empresário Walter Sá Cavalcante.
A escritora Mariana Caltabiano compilou esse e outros “causos” de Nascimento durante um ano gravando depoimentos seus no “xadrez” do centro de Triagem de Curitiba, o fruto das entrevistas é o livro: Vips – Histórias Reais de um Mentiroso.
A propósito, Marcelo conseguiu enganar ate a escritora, fingindo ter mais alguém interessado em escrever sua história, negociou os seus direitos a 50% da arrecadação com a venda do livro. 

quarta-feira, novembro 24, 2010

Sindicato, Sindicalistas e Sindicalismo


Esta semana, mas especificamente ontem (23/11/10) foram realizadas eleições para o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Limeira - SINDSEL. De manhã, ao passar pela rua onde se encontra hoje a sede SINDSEL me confrontei com a rua interditada, com cones e cavaletes, e devido a rua ter ligação com a Avenida Saudades,  onde se localiza o Velório e o Cemitério Municipal, "imaginei" que tal interdição se devia a algum velório ou enterro. Chegando a minha unidade de trabalho, fui informado do real motivo da interdição, e logo em seguida chegaram à escola os responsáveis pela coleta de votos dos servidores filiados ao sindicato.


Escrevo para dividir meu descontentamento (e decepção) para qual foi o futuro do movimento social que, no passado, defendeu interesses do trabalhador, mas hoje não passa de um grupo de pessoas sem muita ideologia, que quase sempre (ou nunca) consegue atingir objetivos e metas.

Aqui a eleição possuía duas chapas inscritas, e o que ouvia da maioria das pessoas filiadas eram frase como: “Estamos sem opções”, “Trocar o ruim pelo péssimo”, “Não sei qual dos duas é menos pior”, etc...

Ah, antes de mais nada, preciso informar a quem não sabe que sou defensor da esquerda, sempre votei no PT, e desde uns tempos, assumi que sou mais “Lulista” do que petista, mas sem abandonar as doutrinas de esquerda comunismo/socialismo/anarquismo e o  separatismo. Acredito que, mais do que defender um ideal, um partido ou doutrina, é preciso assumir isso, afinal o simples fato de você ter vergonha de sua ideologia já demonstra o quão bom ela é. E nuca se esqueça, você pertence a um partido, portanto a imagem dele é sua figura, seu estatuto, e não seus participantes atuais.
Tudo isso para dizer que não sou filiado ao SINDSEL única e exclusivamente pelo fato de saber e ter consciência que eles não têm condições, seja por falta de capacidade, burocracia, desinteresse, desunião, etc... de me defender em nada. Isso, independentemente de que chapa seja a “vencedora”.

Antes de estar em um sindicato, acredito que é preciso ter um certo preparo para isso, realizar um planejamento, um plano de metas, estudar (muito), para saber o que se esta fazendo, para quem e como fará. Aqueles que se interessarem e tiverem vontade de “apreender” um pouco mais, procure por três filmes que poderão dar um norte ao mais desenformados. São eles:

Entreatos (João Moreira Salles)
Peões (Eduardo Coutinho)
Linha de Montagem (Renato Tapajós)

Ah, é bom sempre lembrar que, para trabalharmos em um lugar, ou representar pessoas, devemos ter sinergia, afinal o sindicato nada mais é do que uma agremiação fundada para a defesa comum dos interesses de seus aderentes. Falando em significados, temos de lembrar que quem esta em um sindicato é sindicalista e, deveria (prestem bem a atenção, DEVERIA) seguir a ideologia do sindicalismo, que é o movimento social de associação de trabalhadores assalariados para a proteção dos seus interesses. Ao mesmo tempo, é também uma doutrina política segundo a qual os trabalhadores agrupados em sindicatos devem ter um papel ativo na condução da sociedade.

A pergunta é simples: O SINDICATO AO QUAL VOCÊ É FILIADO FAZ ISSO?

Em um sindicato não podemos ter/ver interesses pessoais. É preciso saber que, um sindicato nada mais é do que uma corporação, que precisa acima de tudo ter SINERGIA.

Para terminar, aos vencedores e perdedores desta eleição, parabéns e obrigado, pois não sei se vão conseguir algo para a classe, mas os vencedores tem grandes chances de conseguirem um grande enriquecimento (digo culturalmente, não financeiramente, seus mentes poluídas) e ambos, perdedores e vencedores, persistam, pois é muito digno (sic!) saber que são tão esforçados, se sacrificando para o bem maior, o bem de todos.

segunda-feira, novembro 08, 2010

A Onda

Texto um pouco "antigo", que escrevi em Janeiro de 2003, mas que voltou a mim a poucos dias, então resolvi dividi-lo com vocês, ainda mais após uma semana tão especial/cruel para o surf mundial, com a perda de Andy Irons e o Decacampeão Kelly Slater.


"Uma das analogias mais perfeitas sobre a vida humana compara-se a uma onda. Ela pode ser uma pequena reverberação na água parada ou um enorme e retumbante tsunami. Pode ser uma confusa massa d’água em forma de espuma, despencando desordenadamente, ou um bem desenhado cilindro esvaindo-se com perfeição simétrica. Pode ser grande ou pequena, curta ou longa, leve ou pesada, transparente, translúcida ou oca, opaca, cheia ou estreita, boa ou ruim... mas não importa como ela é, pois todas tiveram algo em comum: um tímido início em algum lugar distante, um crescimento gradual e ritmado no infinito aberto do mar e, finalmente, um momento de ápice, seguido de um despencar definitivo após o qual nada sobra.

Todas as ondas (como a vida) passam para eternidade, ao passo que algumas quebram no mesmo local onde, por um breve momento, cada uma ocupou aqueles poucos metros na superfície Terra, onde pode se erguer para seu momento maior. Ninguém se lembrava de uma onda. Quando ela quebrava, ela quebrava e pronto. Alguns a admiravam, outras as respeitavam. Existe até aqueles que as detestavam, profundo aborrecimento... mas ninguém se lembrava de uma onda, até que vieram os surfistas, e a analogia “onda e vida”, “vida com onda” ou “onda tendo vida” se encaixou com perfeição, pois os surfistas começaram a fazer algo que ninguém faz. Os surfistas começaram a se lembrar das ondas! Talvez não de todas. Talvez não da maioria. Mas ao menos de algumas. E os surfistas não só começaram a se lembrar das ondas em si, mas também dos rastros que faziam nelas. E tal como a analogia de onda com a vida, os surfistas começaram a fazer analogia de seus rastros. 
As linhas que faziam nas ondas eram suas próprias vidas. Com início, meio e fim, por certo, até que desapareciam quando a onda se esvaia na areia. Mas um início, meio e fim diferentes.  Um percurso que, quando ideal, era glorioso, momento máximo da integração, auto conquista e domínio. Um caminho com o supremo êxtase que vem da consciência da própria essência. Moldando o corpo e traçando as linhas numa intima expressão pessoal. Desenhando traços numa tela móvel só com o leve equilíbrio do corpo e a dosagem perfeita da velocidade. Misturando as forças da natureza com seus matizes, para num breve momento fazer parte de outra, a onda, na qual se encaixe e deixe levar. Por fim, o surfista se retira, levando com sigo sua linha num “grã-finale” momentâneo que inclui, geralmente, sua assinatura pessoal. E quando a onda é boa, ou quando a vida é boa, os surfistas fazem, de forma diferente, o que todas deveriam fazer. Eles se lembram das ondas..."

quarta-feira, novembro 03, 2010

Deslocado

Como são estranhas certas situações. Ontem tive um almoço de família (família de laços maternos). Foi tudo muito legal, divertido, sol, piscina, futebol, mas... Você já sentiu deslocado? Imagine um pagodeiro em um show do AC/DC, ou um espírita em uma reunião de evangélicos. Não quero dizer que é ruim, apenas uma situação onde você dificilmente encontra seus "afins". Uma pessoa muito querida, das mais queridas mesmo, comentou que caso eu não estivesse lá se sentiria desta maneira. Digo o mesmo, pois caso ela não estivesse lá, poderia ser que eu nem fosse. Depois do dia agradável, já a noite, fui tentar entender o motivo desta "deslocação", e vi que nós, os deslocados, se sentimos assim por sermos diferentes, nem melhores nem piores, nem mais inteligentes nem menos, apenas crescemos e desenvolvemos nossa vida em um habitat diferente. Uma amiga, que inclusive me incentivou a ter este blog, chamada Lúcia - http://sobrevivendobem.blogspot.com/ - sempre me dizia em nossas viagens para SP que eu era diferente das pessoas daqui, até brincando que nasci em Limeira, mas era um paulistano. Brincadeiras a parte, acho que ai esta o motivo desde deslocamento. Quando se mora fora, ou apenas se passa muito tempo fora, com pessoas e culturas diferentes, você acaba criando raízes, tendo costumes e se acostumando com tudo isso, que passa a ser natural em sua vida. Comidas, lugares, pessoas e até fatores sociais (como etiqueta) são normais para nós, mas diferentes (diferentes, não melhores nem piores!!!) quando se esta em outro "local". Agora o mais importante é tentar se alocar onde esta, sem nunca deixar as coisas boas (que sempre são maiores) e viver bem, com tudo e todos.


PS: não vou entrar no mérito de conceitos aqui, mas algumas poucas pessoas sabem muito bem o que sempre considerei "Família", e para elas digo: "Minha opinião continua a mesma."