segunda-feira, dezembro 27, 2010

PaPai Noel e Pousos Lunares

Li este texto hoje de manhã, no blog do fantástico Marcelo Gleiser. Resolvi dividi-lo com meus amigos. 




É trágico que pessoas duvidem de feitos científicos, ao invés de celebrá-los. Seria melhor crer em Papai Noel


SE VOCÊ TIVER menos de oito anos, pare de ler. A vida seria muito sem graça se não pudéssemos acreditar no impossível por um tempo. Afinal, a força de um mito está na sua credibilidade e não na sua veracidade. 

Papai Noel, São Nicolau, é inspirado num bispo que viveu no século 4, na cidade de Myra, hoje província de Anatólia, na Turquia. Dentre seus atos generosos, deu três dotes para meninas pobres para que não virassem prostitutas. 

O mito evoluiu e hoje faz parte da cultura planetária. Mas chega uma hora em que a imagem do gordinho de barbas brancas e longas, que atravessa o mundo voando num trenó puxado por renas para dar presentes às crianças deixa de fazer sentido. Isso nos leva aos pousos lunares. Seriam são um mito também? 

Na semana passada houve um eclipse lunar, o primeiro durante o solstício de verão desde 1638. A Lua ficou vermelha, uma visão que costumava assustar muita gente. Não é à toa que no Apocalipse de João a Lua aparece vermelha. Várias tabelas previam precisamente quando ele iria ocorrer. Espero que essa precisão da astronomia não tenha passado desapercebida. Sem ela, os pousos lunares não teriam ocorrido. 

É grande o número de pessoas que duvidam que o homem tenha ido à Lua, achando que é tudo uma conspiração americana. "Desculpe filho, mas Papai Noel não existe. Aliás, astronautas também nunca foram à Lua..." 

A maioria das teorias de conspiração se concentram no primeiro pouso lunar, da Apolo 11, em 20 de julho de 1969. "A Nasa [agência espacial americana] fabricou os vídeos no estúdio do Stanley Kubrick"". Foram seis pousos lunares, e 12 astronautas passearam por lá, em missões que duraram 41 meses, terminando com Gene Cernan e Jack Schmitt da Apolo 17e, em 1972. 

Dezenas de milhares de técnicos e engenheiros trabalharam para isso. Eis alguns dos argumentos usados: 

1.Como que a bandeira americana balançava se não há ar na Lua? 

Os astronautas usaram uma haste horizontal para manter a bandeira aberta. No vácuo lunar, uma pequena oscilação dura muito tempo. 

2.Como que sombras parecem projetadas em múltiplas direções quando existem apenas algumas fontes de luz? 

Numa superfície curva, como a da Lua, a rede de sombras depende da topologia do solo e dos detalhes da iluminação, podendo criar essa variação complexa. 

3.Como que a pegada do Neil Armstrong fica tão definida numa região sem qualquer umidade? 

No vácuo lunar, a fina poeira que cobre a superfície pode facilmente criar as impressões de marcas de botas dos astronautas. 

Denegrir esse feito é retornar a um obscurantismo medieval que, francamente, é ridículo hoje em dia. Talvez parte da culpa esteja na nossa pobre educação científica. Muitas pessoas acreditam que a Nasa fez isso para ganhar a Guerra Fria. 

Os russos cairiam nessa? Acreditar que a coisa toda é uma invenção talvez crie um senso de proteção contra os avanços imprevisíveis da ciência. 

É trágico que, em vez de celebrar os grandes feitos da ciência, tantas pessoas escolham fechar os olhos e crer numa mentira. Se é esse o caso, seria muito melhor, então, acreditar em Papai Noel.


Fonte: http://marcelogleiser.blogspot.com/2010/12/papai-noel-e-pousos-lunares.html

quarta-feira, dezembro 22, 2010

O esporte na vida das pessoas...

Ontem a noite fui assistir um jogo de basquete. O time de Limeira enfrentou a equipe de Araraquara nas semi-finais do campeonato Paulista, e com uma exibição de alta qualidade fechou a série, e enfrenta nas finais o time do Pinheiros (São Paulo). Escrevo para dizer que me surpreendi com algumas situações que presenciei, sendo que nenhuma envolve o jogo em si.

Em primeiro lugar, sou uma amante do esporte, dos mais variados, como futebol, surf, futebol americano, curling, atletismo, natação, tênis, basquete, trekking etc... mas de maneiras diferentes. Sou uma fanático por futebol, outros gosto de assistir, as vezes praticar e também te aqueles que acompanho por "consideração" a determinados esportistas ou pessoas ligadas a eles.

Fico impressionado como certas pessoas se julgam no direito de acompanhar um jogo e fazer tudo como bem entender, xingar, ofender, justificando muitas vezes que pagaram R$ 20,00 para estar ali. Pessoas assim deviam entender que, ofender seu time antes ou durante o jogo é estar "jogando contra", afinal muitos esportes são extremamente psicológicos, e necessitam da "confiança" daqueles que o praticam. Espero o jogo terminar, dai pode xingar a vontade, mas lebre-se que você esta ali porque quer.

Outro "equivoco" muito comum quando um jogador erra é ouvir que "até eu acertava essa". Sinceramente, tenho dó de pessoas que tem um pensamento deste, pois não devem ter a noção da diferença de praticar um esporte por hobby e competir em alto rendimento, profissionalmente. 

É preciso saber que para aqueles que competem, que vivem do esporte, ele não é uma diversão e sim uma profissão. Como definição, esporte é 

"Uma atividade física ou mental sujeita a determinados regulamentos e que geralmente visa a competição entre praticantes. Para ser esporte tem de haver envolvimento de habilidades e capacidades motoras, regras instituídas por uma confederação regente e competitividade entre opostos.Idealmente o esporte diverte e entretém, e constitui uma forma metódica e intensa de um jogo que tende à perfeição e à coordenação do esforço muscular tendo em vista uma melhora física e espiritual do ser humano. As modalidades esportivas podem ser coletivas, duplas ou individuais, com ou sem adversário."

Para determinadas pessoas o jogo de futebol não tem dois tempos de 45 minutos, como os de basquete não tem 4 períodos de 10 minutos, e nem os de volei terminam com três set's. As vezes, para estas pessoas o jogo começa dia 01 de Janeiro e termina só em 31 de Dezembro, pois vivem disso, tentando fazer sempre seu melhor. A estas pessoas parabéns, por todo esforço e comprometimento. Admiro vocês.

segunda-feira, dezembro 20, 2010

18 de Dezembro de 2005 - Tri Mundial

Lembro deste dia perfeitamente, churrasco, festa de formatura, as pessoas que lá estavam... esta entre os melhores dias de minha vida. Abaixo a Carta de Diego Lugano, meu ídolo... faço as palavras dele minhas palavras:



"O dia 18 de dezembro de 2005 com certeza ficará guardado pra sempre na minha memória. Lembro de tudo como se fosse hoje. Aquele jogo não sai da cabeça um minuto sequer. Posso dizer que a alegria que senti naquele dia é comparável a do nascimento dos meus três filhos: Nicolás, Thiago e Bianca.
Lembro perfeitamente de cada detalhe daquele dia. Lembro de como acordei, das sensações que senti, do que passou pela minha cabeça, da saída do hotel para o estádio, da chegada e do desembarque da equipe, do clima no vestiário, de tudo.
Numa partida como essa a concentração é ainda mais importante e eu estava muito focado. Pensava na minha família, nos meus amigos, no meu país, na minha cidade e é claro nos milhões de são-paulinos que estavam no Brasil torcendo por nós.
Tudo passa pela cabeça num momento decisivo. Todas as dificuldades que você superou para alcançar seus objetivos vêm na mente numa hora dessas. É o que te motiva a ir além, a brigar, a lutar, a seguir em busca do que você deseja.
Por isso o foco em ser campeão era maior do que tudo. Aquele time era assim. Nosso grupo era unido, era guerreiro, era lutador. Você olhava pra cada um dos jogadores e sabia que todos ali dariam a vida por você. Isso faz um time ser campeão. Esse era o diferencial da nossa equipe.
Lembro que fomos assistir o primeiro jogo do Liverpool no Mundial de Clubes e saímos impressionados. O time deles era muito bom. Técnica e taticamente eles vinham muito bem na competição. A vitória por 3 a 0 sobre o Saprissa demonstrou as dificuldades que teríamos na final.
Mas nem isso foi capaz de deter nosso time. Nós sabíamos também da nossa força. Sabíamos que aquele título poderia e tinha que ser nosso.
Quando começou o jogo e o time reagiu bem a toda pressão sofrida tive ainda mais certeza de que seríamos campeões. A vibração de todos em campo, a entrega, a luta. Não tinha como voltar pro Brasil sem aquele troféu.
No gol do Mineirinho foi uma festa só. Fiz questão de atravessar todo o campo para dar um abraço nele. Ele é um cara fantástico, merecia esse premio. Uma sensação ótima tomou conta do time, mas sabíamos que não estava nada ganho e por isso seguimos firmes, fortes na defesa, com muita marcação de todo mundo que estava em campo.
As defesas do Rogério são inesquecíveis também. Acho que poderíamos jogar por muito mais tempo que o título seria nosso. A gente não tomaria gol de jeito nenhum. Não tinha como não ser tricampeão naquele jogo.
No último lance do jogo lembro que disputei no alto com o Crouch, ela passou e o outro jogador chutou pra fora. Ali veio finalmente a sensação do título. Quando o juiz apitou corri com o Fabão pra abraçar o Rogério e todos os jogadores vieram na sequência. É o melhor sentimento mundo.
O longo tempo de trabalho, tudo que planejamos e organizamos durante o ano de 2005 foi recompensado. Não poderia deixar de lembrar todos que ajudaram durante todo o caminho e em especial ao presidente Marcelo Portugal Gouvêa, a quem serei grato pra sempre.
Hoje com certeza terá comemoração aqui na Turquia."

sexta-feira, dezembro 17, 2010

A Monarquia do Futuro

Estou lendo um livro muito interessante, de Laurentino Gomes, intitulado 1808. Ele narra a "fuga" da familia Real Portuguesa para a colônia (Brasil) devido a invasão das tropas napoleônicas. O mais gozado de tudo é que, a história toda se passou a mais de 200 anos, e de lá para cá muita coisa mudou nos dois países, a humanidade evoluiu de maneira inimaginável, com invenções que naquela época seriam consideradas demoníacas ou de outro mundo, porém existem situações que são exatamente iguais, apenas com nomenclaturas diferentes. Na sociedade moderna continuamos com nossas realezas, aqueles que ocupam o mais alto cargo do "governo", tem a imagem de total liderança, e participam sempre que possível do ritual que no passado ficou conhecido como "beija-mão". Temos os monarcas mais baixos, como os príncipes e princesas da época, que adoram dominar as situações, realizam muitas trabalhos, aparecem muito mais até do que a própria realeza, e ainda tem a "sorte" de, não sendo o próprio rei, nunca terem sua imagem arranhada e nunca levando a culpa pelos erros e ossos do ofício real. Um pouco mais abaixo, condes e viscondes, além das damas, que possuem posto exclusivamente figurativo, afinal pouco fazem, e adoram aparecer nas cenas mas deixar todo trabalho árduo para  outros. Por fim, como não poderia faltar, temos a plebe, o povo, aqueles formados por promíscuas (nossa como são tantas), pessoas que adorariam fazer parte da corte real, na sua maioria com sorrisos nos lábios, mas somente para a família real. Claro que, não menos importante para todo engrenagem, temos os escravos, que fazem todo trabalho braçal, são vendidos de acordo com sua idade e qualidade de seus dentes, tratados muito bem por muitas e muito mal por outros, e muitas vezes ocupam também o papel de "bobos da corte", afinal todos precisamos de um pouco de diversão.

Um dia você apreende

Estava a procura de uma mensagem para a corporação, e em meio a buscas me foi enviada esta. Lucia, muito obrigado!

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Legislação

Como uma amiga muito querida esta cheia de dúvidas e pediu minha ajuda, estou tentando "esclarecer" seus questionamentos. Espero que sirva para outras pessoas que estejam em "dúvida"...


SEÇÃO I
DAS PROIBIÇÕES

Art. 140 – Ao funcionário é proibido:
I – ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato;
II – retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da repartição;
III – recusar fé a documentos públicos;
IV – opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço;
V – promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição;
VI – referir-se de modo depreciativo ou desrespeitoso às autoridades públicas ou aos atos do Poder Público,  mediante manifestação escrita ou oral, podendo, porém, criticar ato do Poder Público, do ponto de vista doutrinário ou da organização do serviço, em trabalho assinado;
VII – cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado;
VIII – compelir ou aliciar outro funcionário no sentido de filiação a associação profissional, sindical ou partido político;
IX – manter sob sua chefia imediata cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil, observando o disposto no artigo 141;
X – valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem  em detrimento da dignidade da função pública;
XI – participar de gerencia ou de administração de empresa privada, de sociedade civil, ou exercer comércio e, nessa qualidade, contratar com o Município, exceto se o contrato for precedido de licitação;
XII – atuar como procurador ou intermediário junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistências de parentes até segundo grau e de cônjuge ou companheiro;
XIII – receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas atribuições;
XIV – praticar usura sob qualquer de suas formas;
XV – proceder de forma desidiosa;
XVI – utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares;
XVII – cometer a outro funcionário atribuições estranhas às do cargo que ocupa, exceto em situações transitórias de emergência;
XVIII – exercer quaisquer atividade que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Individualista, ser ou não ser, eis a questão...

Atualmente, vivemos a  cultura do individualismo, e como os fatos sociais e culturais sempre são assimilados pelas massas, a sociedade tem estereotipado o individualismo. Por exemplo, escovar os dentes e comer com talheres, além de serem hábitos higiênicos, foram assimilados por nós porque é algo que acontece na nossa cultura. Não pensamos para escovar os dentes ou utilizar os talheres, apenas escovamos/ comemos. Isso ocorre com dezenas de outros hábitos. Como vivemos numa cultura que nos ensina valores individualistas, nos tornamos, sem perceber, pessoas individualistas. E isso não é tão difícil de acontecer. Somos egocêntricos por natureza, e o sistema descobriu que supervalorizando o indivíduo, consegue levá-lo a entender que pode viver só. Só que isso é uma grande mentira ensinada pelo sistema.

A própria ciência mostra que é impossível ao ser humano viver isolado de outro ser humano. Somos humanos porque aprendemos, na convivência com outro humano, a ser humanos. Precisamos uns dos outros para sobreviver e para fazer a manutenção da espécie humana. Isso não é maravilhoso? E ainda podemos ir além. Precisamos dos animais, dos seres vivos microscópicos até aos maiores existentes. Precisamos das árvores, da água, da terra, do ar. Precisamos da natureza toda, como a natureza toda precisa de nós. Somos um todo complexo, uno, indivisível.

Para uma questão de conceitos, individualismo é “um termo político, moral e social que exprime a afirmação e a liberdade do indivíduo frente a um grupo, à sociedade e ao Estado.”

Outro conceito é "o Homem do renascimento passou a apoiar a competição e a denselvolver uma crença baseada em que o homem tudo poderia,desde que tivesse vontade,talento e capacidade de ação individual."

Segundo Jean Paul Sartre, mesmo dentro do maior constrangimento - político, econômico, educacional ou outro -, existe um espaço, maior ou menor, para o exercício da liberdade individual, o que faz com que as pessoas possam se distinguir uma das outras, através das suas escolhas.

Então posso afirmar que, temos dois lados do individualismo. Um lado que pode ser positivo, e um outro negativo. Eu sou individualista. Penso muito nas pessoas, mas faço aquilo que me agrada. Prefiro fazer muitos trabalhos “individualmente” do que trabalhar em grupo e ter retrabalho (Lúcia, não sabemos lidar com aqueles menos competentes). Mas, para determinadas atividades, não podemos ser assim. É preciso medir, saber quando ser individualista  e quando não ser, saber quando estamos afetando outras pessoas, quando nossos atrasos prejudicam alguém, saber cumprir nossas funções de trabalho, sem sobrecarregar os demais, saber que todos temos direitos e deveres, que podemos cuidar de nossa vida particular, mas desde que, cumpramos nossas obrigações profissionais.

Um dia ainda escrevo sobre a tal SINERGIA...

PS: não gosto de Coca-Cola, mas se você quiser é preciso pedir. 

terça-feira, dezembro 07, 2010

Paul McCartney, uma sensação inesquecível

Na segunda-feira, dia 22/11/2010 estive no Estádio do Morumbi para assistir ao show de Paul McCartney. Me surpreendi com a organização. Já estive no estádio quase uma centena de vezes, e posso dizer que lá me sinto em casa, porém depois de alguns "incidentes" do passado, tenho algum receio no meio destas grandes multidões. Mas voltando a organização, as ruas controlados pelos CET's, entrada sem tumulto algum, muitas familias, civilidade total. Depois disso, outra coisa que é de admirar é há questão de horário, afinal quem paga deve ser respeitado, e mais uma vez assim foi. Com apenas quinze minutos de atraso, Sir Paul McCartney entrou no palco, levando 64 mil pessoas ao delirio com "Magic Mistery Tour". Após isso uma enxurrada de músicas novas e antigas, que não ficarei descrevendo aqui, pois todo o show pode ser facilmente encontrado no youtube e outras páginas da internet. A questão é a grandiosidade do evento, e os mais diferentes sentimentos que isso nos proporciona. Paul é uma pessoa muitíssimo carismática, e como fiquei sabendo depois, foi eleito o artista vivo (não músico, ARTISTA) mais importante da história, além de ser um tenor, e um compositor e arranjador de primeira linha. Vale lembrar também que, sua banda lhe dá total respaldo, pois são músicos escolhidos a dedo, que sempre dão seu melhor, e precisam a cada show provar o porque de estarem tendo a honra de acompanhar McCartney.
Mas, voltemos aos sentimentos. Vi alguns shows muito bons em minha vida, e espero ver muitos outros. AC/DC, Rolling Stones, Iron Maiden, Kiss, Deep Purple... e acredito que todos deveriam, nem que uma vez na vida, participar de um espetáculo de grande porte, pois toda aglomeração de massas, seja em um show, um jogo ou qualquer outro evento faz com que milhares de pessoas estejam diretamente conectados por um único ideal. Aqueles que nunca tiveram a oportunidade, espero que um dia à tenham, e as que já à tiveram, tenham outras.

terça-feira, novembro 30, 2010

Jornal da EMES - Edição 18

ANO 3                                            EDIÇÃO 018                                         2010

Material de Caráter Educativo      Tiragem: 1000          Distribuição Gratuita

Dia da Bandeira

No Brasil a comemoração ocorre todos os anos no dia 19 de novembro, pois essa foi a data de instituição da bandeira nacional republicana, no ano de 1889. Nessa data ocorrem comemorações cívicas, normalmente acompanhadas do canto do Hino à Bandeira. A bandeira foi adotada pelo decreto nº 4 no dia 19 de novembro de 1889. Este decreto foi preparado por Benjamin Constant, membro do governo provisório. Ao meio-dia (12h00) do Dia da Bandeira (19 de novembro) as bandeiras inservíveis (rasgadas, descoloridas, etc) devem ser incineradas em Cerimonial Peculiar.

Curiosidade
Acima, imagem sobreposta da Bandeira do Brasil e a 1ª
Bandeira hasteada em solo brasileira, chamada “Ordem de Crsito” 
- As quatro cores da Bandeira Nacional representam simbolicamente as famílias reais de que descende D.Pedro I, idealizador da Bandeira do Império. Com o passar do tempo esta informação foi sendo substituída por uma adaptação feita pelo povo brasileiro. Dentro deste contexto,  o verde passou a representar as matas, o amarelo as riquezas do Brasil, o azul o seu céu e o branco a paz que deve reinar no Brasil.

- A versão atual da Bandeira Nacional Brasileira com 27 estrelas entrou em vigor em 11 de maio de 1992, com a inclusão de mais quatro estrelas (antes eram 23 estrelas) representando os estados do Amapá, Tocantins, Roraima e Rondônia.


PROFESSORES ANIVERSARIANTES

11/11
Silmara Maria Barana

26/11
Meire Pires Nogueira
17/11
Adriana Figueiredo

08/12
Iria Izabel Mattana
19/11
Rosana Scalet Rossini

18/12
Maria Cristina Ap. Alves Murari

DIVERSÃO

“A EMES está de portas abertas aos seus alunos.”


ACONTECIMENTOS DO MÊS DE NOVEMBRO

- 10 DE NOVEMBRO DE 1483 – NASCE MARTIN LUTERO, RELIGIOSO ALEMÃO;
- 03 DE NOVEMBRO DE 1507 – LEONARDO DA VINCI É CONTRATADO PARA PINTAR O QUADRO FUTURAMENTE CONHECIDO COMO MONA LISA;
- 20 DE NOVEMBRO DE 1695 – ZUMBI, O LÍDER NEGRO DO QUILOMBO DOS PALMARES, É DERROTADO E MORTO PELAS TROPAS DE BANDEIRANTE PAULISTA DOMINGOS JORGE VELHO;
- 12 DE NOVEMBRO DE 1748 – NASCE JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER, O TIRADENTES, UM DOS RESPONSÁVEIS PELA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL;
- 08 DE NOVEMBRO DE 1763 – NASCIMENTO DE JOSÉ BONIFÁCIO, O PATRIARCA DA INDEPENDÊNCIA;
- 18 DE NOVEMBRO DE 1814 – MORRE O ESCRITOR BRASILEIRO ANTONIO FRANCISCO LISBOA. CONHECIDO POR “ALEIJADINHO” FOI O MAIS IMPORTANTE ARTISTA BARROCO NO BRASIL;
- 11 DE NOVEMBRO DE 1904 – A POPULAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SE MOBILIZA EM PROTESTO A VACINAÇÃO OBRIGATÓRIA CONTRA VARÍOLA IMPOSTA POR OSWALDO CRUZ;
- 12 DE NOVEMBRO DE 1906 – O BRASILEIRO SANTOS DUMMONT PILOTA O 14 BIS NO PRIMEIRO VOA PÚBLICO EM AEROPLANO E SUPERA O RECORDE MUNDIAL DE VÔO;
- 30 DE NOVEMBRO DE 1913 – CHARLES CHAPLIN INICIA A CARREIRA DE ATOR CINEMATOGRÁFICO COM O FILME MAKING A LIVING, DE MARK SENNETT;
- 03 DE NOVEMBRO DE 1930 – GETULIO VARGAS É EMPOSSADO COMO CHEFE DO GOVERNO PROVISÓRIO PELA JUNTA MILITAR QUE DEPÔS O PRESIDENTE WASHINGTON LUÍS;
- 18 DE NOVEMBRO DE 1930 – CRIADA A ORDEM DOS ADVOGADOS BRASILEIROS (OAB);
- 30 DE NOVEMBRO DE 1935 – MORRE O POETA PORTUGUÊS FERNANDO PESSOA;
- 20 DE NOVEMBRO DE 1959 – AS NAÇÕES UNIDAS APROVAM A DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA;
- 18 DE NOVEMBRO DE 1960 – ÉDER JOFRE RECEBE O TITULO MUNDIAL AO VENCER O CAMPEÃO;
- 08 DE NOVEMBRO DE 1969 – É IMPLANTADO O SISTEMA DE DISCAGEM DIRETA À DISTÂNCIA (DDD) ENTRE PORTO ALEGRE E SÃO PAULO;
- 27 DE NOVEMBRO DE 1985 – CRUZOU PELA TERRA O COMETA HALLEY, ELE PASSA EM INTERVALOS QUE VARIAM DE 75 A 76 ANOS PELO ÓRBITA TERRESTRE.

- 19 DE NOVEMBRO DE 1996 – UMA ENTREVISTA HISTÓRICA OCORRE NO VATICANO, ENTRE O PAPA JOÃO PAULO II E FIDEL CASTRO.


ANEXO

Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (fazenda do pombal, batizado em 12 de novembro de 1746 – rio de janeiro, 21 de abril de 1792) foi um dentista, tropeiro, minerador, comerciante militar e ativista politico que atuou no Brasil colonial, mais especificamente nas capitanias de minas gerais e rio de janeiro. No Brasil, é reconhecido como mártir da inconfidência mineira, patrono cívico do Brasil, patrono também das polícias militares dos estados e herói nacional.
No dia 21 de abril comemora-se o dia de Tiradentes. Joaquim José da silva Xavier, nascido em são João Del Rei, em minas gerais, no ano de 1746, tornou-se o mártir da inconfidência mineira.
Tiradentes ficou órfão de mãe aos nove anos de idade, perdeu o pai aos onze anos, e foi criado pelo padrinho na cidade de vila rica, hoje conhecida como ouro preto.
O apelido de Tiradentes veio da profissão de dentista que exercera com muita responsabilidade, mas o ofício que mais lhe promoveu foi o de soldado, integrante do movimento da inconfidência mineira - que o levou à morte em praça pública, por enforcamento e esquartejamento.
A inconfidência mineira foi um abalo causado pela busca da libertação do Brasil diante da monarquia portuguesa, ocorrendo por longos anos, no final do século XVIII.
Na cidade de vila rica e nas proximidades da mesma eram extraídos ouro e pedras preciosas. Os portugueses se apossavam dessas matérias-primas e as comercializavam pelos países europeus, fazendo fortuna à custa das riquezas de nosso país, ou seja, o Brasil era grandemente explorado por essa nação.
O reinado de Portugal no Brasil cobrava impostos caríssimos (o quinto) e a população decidiu se libertar das imposições advindas do governo português. A sociedade mineira contrabandeava ouro e diamante, além de atrasar o pagamento dos impostos.
Com o fortalecimento das ideias contra os portugueses, aconteceu a inconfidência mineira, tendo como principais objetivos: buscar a autonomia da província; conseguir um governo republicano com mandato de Tomás Antônio Gonzaga; tornar são João Del Rei a capital; conseguir a libertação dos escravos nascidos no Brasil; dar início à implantação da primeira universidade da região; dentre outros.
Durante o movimento, as notícias de que os inconfidentes tentariam derrubar o governo de Portugal chegaram aos ouvidos do imperador, que decretou a prisão deles. Tiradentes, para defender seus amigos, assumiu toda a responsabilidade pelo movimento e foi condenado à morte.
O governo fez questão de mostrar em praça pública o sofrimento de Tiradentes, a fim de inibir a população de fazer manifestos que apresentassem ideologias diferentes. Em 21 de abril de 1792, Tiradentes percorreu o trajeto, chegando à cadeia pública da região, foi enforcado após a leitura de sua sentença condenatória.
Ainda hoje podemos ver o museu da inconfidência mineira, que está localizado na praça Tiradentes, na cidade de ouro preto, local onde é preservada a memória desse acontecimento tão importante da história do Brasil, com o ciclo do ouro e as obras de arte de Aleijadinho.

sexta-feira, novembro 26, 2010

Boa leitura


Ler é uma arte. No Brasil, se pensarmos em toda a população, apenas uma pequena parte é adepta a leitura, porém, nos últimos anos este habito tem crescido, seja por gosto, cultura ou simplesmente "imagem social", afinal muitos acham elegante dizer que estão lendo um livro, ainda mais se ele estiver entre os mais vendidos de alguma lista.

Mas falando em leitura, o que você considera ler? Por que ler um livro? Qual seu objetivo? Sua busca? Necessidade? 
Vamos começar por uma definição que considero perfeita, de Leonardo Boff, em "A Águia e a Galinha", uma metáfora da condição humana: 

“Ler significa reler e compreender, interpretar. Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam. Todo o ponto de vista é à vista de um ponto. Para entender como alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é sua visão do mundo. Isso faz da leitura sempre uma re-leitura. A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. Para compreender é essencial conhecer o lugar social de quem olha. Vale dizer, como alguém vive, com quem convive, que experiências tem, em que trabalha, que desejos alimenta, como assume os dramas da vida e da morte e que esperanças o animam. Isso faz da compreensão sempre uma interpretação.”


A definição é perfeita, mas para podemos ler desta maneira, a leitura tem de nos ser agradável. Digo isso porque um livro que é ótimo para uma pessoa pode ser horrível para outra. Conheço pessoas que "comem" livros de auto ajuda, e tiram deles ótimas lições, modelos de ação para a vida, enquanto outras pessoas não conseguem nem ao menos ler a introdução de um livro deste gênero literário. Indo mais a fundo, vou assumir que já li mais de 100 ou 150 livros, porém nunca consegui terminar um livro daqueles escolares solicitados no vestibular. Não quero dizer que Graciliano Ramos, Manuel Antônio de Almeida, Eça de Queiroz, Gil Vicente ou Machado de Assis sejam ruins, sei muito bem da importância de cada um deles, porém a leitura de seus livros não me agradam em nada.
Voude deixar aqui uma pequena lista de alguns livros que considero de boa leitura, agradáveis, e muitos deles enriquecedores. São eles:

A Historia Me Absolverá - Fidel Castro

1808 - Laurentino Gomes

1822 - Laurentino Gomes

Che, Uma Biografia - John Lee Anderson

Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley

Brasil 500 Anos - Eduardo Bueno

Criação Imperfeita - Marcelo Gleiser

1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer - Steven Jay Schneider

1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer - Michael Lydon

1001 Dias que Abalaram o Mundo - Peter Furtado e Michael Wood

1001 Maravilhas Naturias para Ver Antes de Morrer - Michael Bright

As Veias Abertas da America Latina - Eduardo Galeano

Paul McCartney, Many Years From Now

Eric Clapton: a autobiografia

O Brasil em Sobressalto - Oscar Pilagallo

Os 4 Livros de Dan Brown: Código da Vinci, Anjos e Demônios, Ponto de Impacto, Fortaleza Digital

Os Livros de Paulo Coelho: O Alquimista, As Valquirias, Verônica Decide Morrer, Monte Cinco, O Zahir, Nas Margens do Rio Pietra Eu Sentei e Chorei, Brida, Manual do Guerreiro da Luz, Makutb

Série Angus de Orlando Paes Filho - Angus, o Primeiro Guerreiro (2003); Angus: O Guerreiro de Deus (2004); Angus: As Cruzadas (2005); O Cavaleiro e o Samurai (2006); Sangue de Gelo (2006); Diário de um Cavaleiro Templário (2007) e Senhoras da Guerra (2007)


Os negritados eu mesmo li e comprovo, os demais foram "indicados" por pessoas de minha total confiança.

quinta-feira, novembro 25, 2010

Os Maiores Picaretas da História

Eles venderam a mãe e não entregaram. Ficaram ricos só com a lábia. E fizeram do trambique uma arte.


1- O homem que vendeu a Torre Eiffel

Era 1925. O austríaco Victor Lustig estava vagabundeando em Paris quando leu no jornal: PREFEITURA TEM DIFICULDADES PARA MANTER A TORRE EIFFEL. Foi o suficiente para atiçar sua malandragem. Lustig se passou por oficial do governo francês e foi atrás de empresários que mexiam com ferro-velho. Arranjou 6. E chamou a turma para uma reunião num hotel de luxo. "Como os senhores já devem ter lido, Paris não tem mais como bancar a Torre", disse. "A saída é uma só: demolir aquelas 8 mil toneladas de metal e vender como sucata." Ele chegou a alugar uma limusine para levar os homens para uma "visita de inspeção" ao monumento. Depois, chamou de canto o empresário que ele achou mais ingênuo e insinuou: "Se rolar uma comissãozinha, posso facilitar as coisas para o senhor". Não teve erro: o homem subornou o "oficial" Lustig e levou a torre. Antes que o comprador percebesse o chapéu, Lustig já estava em um trem com o dinheiro. O lesado, por sinal, não teve coragem de dar queixa na polícia. Afinal, seria o maior vexame se todo mundo soubesse que ele tinha acabado de subornar um trambiqueiro... Pois é. Lustig era mestre porque sabia enganar malandros. E que malandros. Certa vez, o golpista procurou ninguém menos que Al Capone, oferecendo um esquema para fazer o dinheiro dele dobrar em dois meses com uns investimentos. O mafioso lhe deu 50 mil dólares, junto com uma descrição do que lhe aconteceria se o enganasse. Aí Lustig simplesmente guardou tudo em um cofre. E dois meses depois, devolveu tudo para Capone, pedindo desculpas e contando que o esquema de investimentos tinha falhado. Grato por Lustig ter sido tão honesto, Capone lhe deu 5 mil dólares como prêmio. E era o tal do prêmio que Lustig esperava desde o começo. Outro golpe que ele aplicava em golpistas era vender máquinas de falsificar dinheiro. Falsas. Ele escolhia um bandido e contava que tinha um aparelho fantástico, capaz de copiar notas. "Só que leva 6 horas para que o trabalho fique ok", dizia. O picareta, então, colocava uma nota de 100 dólares na máquina para demonstração. Seis horas depois, saía uma "cópia" perfeita (Lustig colocava duas cédulas verdadeiras lá dentro antes, claro). Depois de embolsar o dinheiro pela máquina, ele ia embora. E o comprador só percebia o engodo depois de 6 horas... Em 1934, finalmente, a carreira dele acabou. Lustig foi preso e mandado para Alcatraz, onde fez companhia ao amigo Capone.



1- O homem que vendeu a Torre Eiffel
Era 1925. O austríaco Victor Lustig estava vagabundeando em Paris quando leu no jornal: PREFEITURA TEM DIFICULDADES PARA MANTER A TORRE EIFFEL. Foi o suficiente para atiçar sua malandragem. Lustig se passou por oficial do governo francês e foi atrás de empresários que mexiam com ferro-velho. Arranjou 6. E chamou a turma para uma reunião num hotel de luxo. "Como os senhores já devem ter lido, Paris não tem mais como bancar a Torre", disse. "A saída é uma só: demolir aquelas 8 mil toneladas de metal e vender como sucata." Ele chegou a alugar uma limusine para levar os homens para uma "visita de inspeção" ao monumento. Depois, chamou de canto o empresário que ele achou mais ingênuo e insinuou: "Se rolar uma comissãozinha, posso facilitar as coisas para o senhor". Não teve erro: o homem subornou o "oficial" Lustig e levou a torre. Antes que o comprador percebesse o chapéu, Lustig já estava em um trem com o dinheiro. O lesado, por sinal, não teve coragem de dar queixa na polícia. Afinal, seria o maior vexame se todo mundo soubesse que ele tinha acabado de subornar um trambiqueiro... Pois é. Lustig era mestre porque sabia enganar malandros. E que malandros. Certa vez, o golpista procurou ninguém menos que Al Capone, oferecendo um esquema para fazer o dinheiro dele dobrar em dois meses com uns investimentos. O mafioso lhe deu 50 mil dólares, junto com uma descrição do que lhe aconteceria se o enganasse. Aí Lustig simplesmente guardou tudo em um cofre. E dois meses depois, devolveu tudo para Capone, pedindo desculpas e contando que o esquema de investimentos tinha falhado. Grato por Lustig ter sido tão honesto, Capone lhe deu 5 mil dólares como prêmio. E era o tal do prêmio que Lustig esperava desde o começo. Outro golpe que ele aplicava em golpistas era vender máquinas de falsificar dinheiro. Falsas. Ele escolhia um bandido e contava que tinha um aparelho fantástico, capaz de copiar notas. "Só que leva 6 horas para que o trabalho fique ok", dizia. O picareta, então, colocava uma nota de 100 dólares na máquina para demonstração. Seis horas depois, saía uma "cópia" perfeita (Lustig colocava duas cédulas verdadeiras lá dentro antes, claro). Depois de embolsar o dinheiro pela máquina, ele ia embora. E o comprador só percebia o engodo depois de 6 horas... Em 1934, finalmente, a carreira dele acabou. Lustig foi preso e mandado para Alcatraz, onde fez companhia ao amigo Capone.
2- O piloto, o médico e o advogado. Num só

A história de Frank W. Abagnale ficou famosa depois de ser contada na autobiografia Prenda-me se For Capaz, adaptada para o cinema por Steven Spielberg em 2002. Pudera: se fosse um roteiro de ficção, pareceria exagerado. Em 5 anos, um jovem nova-iorquino de classe média fingiu ser piloto de avião, médico, advogado e professor. Passou cheques falsos em quase todos os estados americanos e em mais de 10 países. E fez uma fortuna de milhões de dólares. Frank começou a carreira aos 16 anos, quando passou mais de 3 mil dólares em cheques sem fundos do pai dele em postos de gasolina. Pouco tempo depois, virou profissional no ramo. Passou a abrir contas com documentos falsos e a imprimir seus próprios cheques frios. Para levantar menos suspeitas na hora de sacar dinheiro, fingiu ter uma das profissões que mais davam status nos anos 60: piloto de avião.
Com um uniforme, uma carteirinha da Pan Am e um brevê, tudo falsificado, também aproveitou para viajar e se hospedar de graça pelo país inteiro, deixando um bolo de cheques falsos em cada cidade por que passava. Depois de quase ter seu disfarce de piloto descoberto, Frank decidiu que era hora de mudar de trabalho e morou por uns tempos em Atlanta dizendo ser médico. Com um diploma falso, o"doutor" arranjou um emprego e passou um ano trabalhando como supervisor de pediatria num hospital. Depois, Frank mudou-se de novo e inventou que era formado em direito. Falsificou um diploma (de Harvard) e logo ficou sabendo que o procurador- geral do estado da Louisiana estava precisando de um assistente. Para conseguir o emprego, ele precisaria passar por uma prova da ordem dos advogados. Atraído pelo desafio, Frank estudou e, na terceira tentativa, conseguiu passar no exame. Sem nem mesmo ter terminado o 2o grau, o farsante tinha uma carteira de advogado e um emprego na promotoria pública. Nove meses depois, largou o direito e, após constatar quantas garotas bonitas havia no campus de uma universidade, resolveu freqüentar uma. Só que, em vez de se matricular como aluno, Frank foi como professor. Falsificar mais um diploma e algumas credenciais foi fácil. Dizendo que era formado em sociologia pela Universidade Columbia, deu aulas durante um semestre. Sem levantar suspeitas. Assim que deixou a universidade, Frank voltou para a vida de estelionatário e, depois de ser perseguido exaustivamente pela polícia, acabou preso em 1970.
Com menos de 21 anos, Frank já tinha acumulado mais de 500 mil dólares (o que hoje daria 3 milhões de verdinhas). O figura passou 5 anos na cadeia. E acabou solto com a condição de ajudar o governo a prevenir fraudes com documentos. Hoje, aos 58 anos, Abagnale tem uma empresa dedicada a essa tarefa.E continua faturando alto.



3- A mãe de ouro

O primeiro picaretasso do Novo Mundo foi uma mulher, a americana Mary Butterworth. Em 1716, quando tinha 30 anos, ela vivia na então colônia inglesa de Massachusetts, uma das 13 que décadas mais tarde formariam os EUA. Mary sustentava os filhos trabalhando como confeiteira e lavando roupas para fora. A grana era curta, mas a ambição era comprida. Tanto que a Sra. Butterworth resolveu cortar o problema pela raiz: passou a fabricar libras esterlinas na cozinha.
O esquema era no melhor estilo dona-de-casa. Mary usava um pedaço de tecido engomado e um ferro de passar para imprimir suas notas. Depois, corrigia as imperfeições à mão, usando penas de várias espessuras e nanquim. Para deixar a nota com jeitão de usada e fazer com que ela parecesse ainda mais autêntica, a falsificadora assava o papel no forno.
As cédulas caseiras enganavam bem, e Mary foi ampliando o negócio. Em pouco tempo, ela chefiava uma espécie de Casa da Moeda alternativa. Trabalhando com um pequeno exército de ajudantes, imprimia notas de 1 libra - as mais graúdas naqueles tempos pré-dólar - e vendia pela metade do valor de face.
Deu tão certo que Mary passou a abastecer outras colônias com dinheiro falso. A essa altura ela já contava com o apoio de figurões, como políticos e juízes, e já tinha se instalado numa mansão. Mas os problemas começaram a aparecer. A pequena Rhode Island, por exemplo, recebeu tantas notas frias que quase entrou num processo de hiperinflação. Aí as autoridades britânicas fecharam o cerco. Depois de prenderem um juiz que ajudava na distribuição das libras traiçoeiras, eles chegaram até o QG de Mary. Mas, como a mulher só usava material caseiro - e sempre lavava o tecido usado para imprimir as notas - não havia provas de que ela estava envolvida no esquema de falsificação.
Assim Mary continuou solta. Mas achou melhor não se arriscar mais. Usando os conhecimentos de administração e logística que tinha adquirido nos negócios, a ex-falsificadora abriu um serviço de bufê. E foi muito bem-sucedida, diga-se.



4- O Rockefeller francês

Christophe Rocancourt não assassinou ninguém, não é terrorista nem ladrão de banco, mas já esteve na lista de mais procurados pela polícia americana. Seu crime? Passar a perna em gente da alta roda de Nova York e Los Angeles.
Nascido na França em 1967, o malandro gostava de dizer que se chamava Christopher Rockefeller e que era um descendente francês do magnata americano. Mas essa era só uma das 12 identidades falsas dele.
Christophe também se apresentava como parente da atriz Sophia Loren, do estilista Oscar de la Renta e do cineasta Dino de Laurentiis.
Seu principal golpe era convencer as pessoas a deixar uma boa grana com ele para ser investida em algum esquema "ultra-rentável". A garantia era o sobrenome Rockefeller, e o rosto bonitão ajudava a passar confiança. Em outras ocasiões prometia emprestar grandes somas de dinheiro, desde que recebesse um módico adiantamento.
Em 2001, Rocancourt acabou preso. No julgamento, foi acusado de fraudar 19 pessoas e condenado a 4 anos de prisão. Ele mesmo estima que, em sua vida de golpista, arrecadou pelo menos 40 milhões de dólares. Ninguém duvida: quando foi preso, o francês tinha duas Ferraris, um jipe que já tinha sido do bilionário inglês Dodi al Fayed, era dono de um andar no Regent Beverly Wilshire Hotel, no bairro mais chique de Los Angeles, e andava com um segurança a tiracolo. Ah, claro: o Rockefeller pirata era casado com a modelo Pia Reyes, ex-coelhinha da Playboy. Nada mal para quem nasceu em uma cidadezinha do interior da França. Filho de um pintor e uma prostituta, aos 9 anos de idade foi abandonado em um orfanato. Quando saiu de lá, aos 16, foi para Paris tentar a carreira de modelo e chegou a aparecer na capa da Vogue italiana. Mas aí ele descobriu que podia ganhar dinheiro de um jeito mais fácil. Começou a falsificar cheques e participou do assalto a uma joalheria suíça. Mas a polícia nunca conseguiu provar seu envolvimento nesses crimes.
Apesar desse currículo, Rocancourt jura que nunca roubou ninguém. Em uma entrevista para a rede de TV americana CBS em 2003, ele se justifica. "Eu quebrei uma promessa, isso faz de mim um ladrão? Eu realmente fiz um empréstimo, mas não tomei, não furtei nem nada." Cuidado que, mais um pouco, e ele te convence



5- O herdeiro da Gol

Marcelo Nascimento da Rocha ou Victor Hugo, Juliano Silva ou Marcelo Ferrari Contti, outra de suas 16 identidades. No tempo em que serviu o Exército, fingiu ter uma patente maior e vendeu motos que seriam leiloadas, Já fingiu ser guitarrista do grupo Engenheiros do Havaii, produtor musical de uma banda famosa, olheiro da seleção, campeão de Jiu-jitsu, policial e até líder do PCC.
Quando esteve preso em Bangu, ele liderou uma rebelião fingindo ser da facção criminosa PCC, sem usar armas, conseguiu que as reivindicações dos encarcerados fossem atendidas, sua lábia também lhe permitiu escapar da cadeia.
Apesar de ter passado a maior parte de seus 29 anos entre mentiras e trapaças, Marcelosó ficou famoso no final de outubro de 2001, naquele ano, foragido da polícia depois de ter sido preso no Acre transportando drogas em um avião que pilotava, deu o seu maior golpe.
Durante quatro dias, se passando porHenrique de Oliveira ou Henrique Constantino, “o filho do dono da Gol”,Marcelo Nascimento Rocha levou vida de bacana no Recifolia, o carnaval antecipado da capital pernambucana.
Exibiu-se ao lado de modelos e atrizes, namorou algumas, fez amizade com atores globais e festeiros endinheirados, aproveitou as regalias de um camarote VIP, no Recifolia e das mordomias do Resort Nannai Beach. Por dois dias teve à disposição um Jatinho e um helicóptero, sem gastar um tostão, consumiu mais de R$ 100 mil nos quatro dias de farra, deu até entrevistas no programa do Amaury Jr.
Quando foi preso no Rio estava abordo do Jatinho Citation 5 (PT-OSD), a quem deu carona a Carolina Dieckmann, Marcos Frota e Ricardo Macchi e o empresário Walter Sá Cavalcante.
A escritora Mariana Caltabiano compilou esse e outros “causos” de Nascimento durante um ano gravando depoimentos seus no “xadrez” do centro de Triagem de Curitiba, o fruto das entrevistas é o livro: Vips – Histórias Reais de um Mentiroso.
A propósito, Marcelo conseguiu enganar ate a escritora, fingindo ter mais alguém interessado em escrever sua história, negociou os seus direitos a 50% da arrecadação com a venda do livro.