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sexta-feira, dezembro 17, 2010
A Monarquia do Futuro
Estou lendo um livro muito interessante, de Laurentino Gomes, intitulado 1808. Ele narra a "fuga" da familia Real Portuguesa para a colônia (Brasil) devido a invasão das tropas napoleônicas. O mais gozado de tudo é que, a história toda se passou a mais de 200 anos, e de lá para cá muita coisa mudou nos dois países, a humanidade evoluiu de maneira inimaginável, com invenções que naquela época seriam consideradas demoníacas ou de outro mundo, porém existem situações que são exatamente iguais, apenas com nomenclaturas diferentes. Na sociedade moderna continuamos com nossas realezas, aqueles que ocupam o mais alto cargo do "governo", tem a imagem de total liderança, e participam sempre que possível do ritual que no passado ficou conhecido como "beija-mão". Temos os monarcas mais baixos, como os príncipes e princesas da época, que adoram dominar as situações, realizam muitas trabalhos, aparecem muito mais até do que a própria realeza, e ainda tem a "sorte" de, não sendo o próprio rei, nunca terem sua imagem arranhada e nunca levando a culpa pelos erros e ossos do ofício real. Um pouco mais abaixo, condes e viscondes, além das damas, que possuem posto exclusivamente figurativo, afinal pouco fazem, e adoram aparecer nas cenas mas deixar todo trabalho árduo para outros. Por fim, como não poderia faltar, temos a plebe, o povo, aqueles formados por promíscuas (nossa como são tantas), pessoas que adorariam fazer parte da corte real, na sua maioria com sorrisos nos lábios, mas somente para a família real. Claro que, não menos importante para todo engrenagem, temos os escravos, que fazem todo trabalho braçal, são vendidos de acordo com sua idade e qualidade de seus dentes, tratados muito bem por muitas e muito mal por outros, e muitas vezes ocupam também o papel de "bobos da corte", afinal todos precisamos de um pouco de diversão.
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