quinta-feira, junho 09, 2011

Homeopatia Unicista

Muitos remédios naturais ou não, são confundidos com homeopatia, quando não são. Este equívoco é um dos indicativos do pouco conhecimento que se tem sobre esta ciência médica.

Nem todo produto natural é homeopático. A homeopatia é reconhecida como uma especialidade médica, que prepara seus medicamentos de um modo especial e exclusivo, através de diluições e dinamizações, agitando e diluindo a substância, o que lhe confere poder.
A medicação homeopática, corretamente escolhida para aquela pessoa, pode determinar uma cura profunda.
A Homeopatia é vitalista, ou seja defende que possuímos uma energia, passível de desequilíbrio o que gera doença.
Em 1810 o inspirado médico Samuel Hahnemann, publicou o livro que é considerado a bíblia desta medicina. Nele os princípios estão expostos, desta que é uma ciência e arte de curar. Ela tem princípios bem estabelecidos e arte porque para encontrar o remédio adequado para cada paciente, o médico deve compreender a essência interna de cada um. O homeopata estuda o paciente, para encontrar o medicamento adequado. É necessário investigar como o paciente experimenta a vida, como sofre, quais suas características e ilusões.
O medicamento corretamente escolhido é de uma qualidade energética semelhante a do indivíduo que vai receber um impulso na energia vital, através do estímulo provocado pela energia do medicamento.
Equilíbrio da energia vital é o objetivo de se administrar o remédio homeopático.
Neste sistema médico, para o encontro do medicamento homeopático, valoriza-se bastante o que a pessoa estava passando sentindo antes de adoecer. É muito útil, para o encontro da correta medicação, os transtornos vividos por aquele indivíduo, antes dos sintomas aparecerem no físico, o que ocorre já com o processo do “adoecimento” em andamento. O corpo nunca está doente separadamente, sem a participação do emocional por exemplo. O modo do indivíduo sentir a vida é que vai indicar a sua correta medicação.
A metodologia homeopática compreende o indivíduo como um sistema integrado e não apenas um corpo físico. Hahnemann, recomenda como princípio básico o uso de um medicamento de cada vez e não mais de um. É chamada homeopatia unicista por isso. Neste sistema de tratamento, utiliza-se o medicamento constitucional, para o equilíbrio geral da pessoa. Pode ser muito bem indicada em casos graves ou leves.
No tratamento bem conduzido, espera-se que ocorra modificação benéfica subjetiva na pessoa que passará a se sentir melhor e até perceber coisas de modo diferente.
Um dos obstáculos à cura através deste método pode ser o estado geral de intoxicação em que vivem muitas pessoas, com uma alimentação toda cheia de venenos, artificialidades, desvitalizada, associado a um estilo de vida pouco saudável. Uma dieta saudável associada ao tratamento assegura melhores resultados. O próprio Hahnemann escreveu sobre dieta saudável e a importância para o equilíbrio do ser.
É muito útil que os médicos que trabalham com a medicina alopática busquem informação sobre a homeopatia, despindo-se de preconceitos, para não perder a oportunidade de ajudar casos em que a alopatia esteja sem conseguir resolver. Sistema algum de tratamento é absoluto e infalível. Associar conhecimentos, discutir as possibilidades que levam ao processo de cura e alívio do sofrimento humano, é colocar bom senso na prática de ajudar o próximo.
É fundamental uma atitude de abertura a novas idéias, utilizando-se da imparcialidade, característica muito importante ao verdadeiro cientista, interessado em ajudar os que necessitam. A subjetividade humana requer ferramentas várias para ser bem trabalhada, já que um método que serve muito para uma pessoa, não é a necessidade de outra, que se beneficiará de outro recurso que o médico versátil pode sugerir. Hipócrates abordou muito bem a subjetividade humana com o seu aforismo: “na medicina e no amor nem nunca nem sempre”

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